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Produtores têm prazo até 13 de agosto para fazer a inscrição no 6º Concafé

O 6º Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café em Rondônia (Concafé) tem prazo de inscrições até 13 de agosto. O evento, organizado pelo Governo de Rondônia, vai reunir cafeicultores de todo o estado para disputar a premiação de R $ 346.800,00. No dia 5 de novembro, haverá a cerimônia de premiação.

As inscrições são gratuitas e somente podem ser feitas nas dependências da Entidade Municipal de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) dos municípios do Estado de Rondônia.

O produtor deve enviar credenciais de identidade, comprovante de propriedade e um formulário de registro totalmente preenchido e assinado no momento do registro. O formulário pode ser encontrado no Portal do Governo de Rondônia.

Porém, para que o registro seja válido, o agricultor deve fornecer uma amostra representativa do café a ser avaliado durante a competição. Três quilos de café moído devem ser colocados em um saco plástico transparente com o nome completo do produtor, CPF, telefone e município.

Também deverá ser mantido na propriedade ou depósito do produtor participante o lote contendo, no mínimo, cinco sacas de 60 kg de café moído, homogêneo e equivalente à amostra apresentada na 6ª edição do Concafé. Isso porque a comissão organizadora poderá realizar visitas às propriedades, a qualquer momento, para conferir os lotes de café inscritos no concurso.

O produtor João Alves da Luz cultiva 8.000 pés de café em três hectares de sua propriedade na Linha 12 de Cacoal. Inscreveu-se pela segunda vez no Concafé com a ajuda da esposa, Nilcinéia Rubim.

“Terminamos em 14º na edição de 2019 e estamos animados para a competição deste ano. Desde a nossa chegada em 1986, lidamos com o café. Trabalhamos com café clonal há cerca de oito anos e nos dedicamos a um café excelente há cerca de três anos ”, acrescenta o produtor.

A Concafé, de acordo com Nilcineia, ajudou a dupla na busca por uma fabricação de alta qualidade. “Definitivamente nos inspirou a cultivar café de alta qualidade. Esse apoio do governo estadual aos agricultores é fundamental, pois ajuda e nos motiva a continuar melhorando. Não precisamos mais plantar muitos pés para o café. Produzimos consideravelmente mais hoje em um espaço muito menor do que costumávamos em uma área muito maior. Tudo está bem. Nilcinéia conclui: “Agora criamos mais e melhor”.

Wilson Nakodah Surui, produtor indígena, sai de Aldeia Kabaney, na Linha 15, nesta segunda-feira (2), prometendo viajar ao escritório da Emater em Cacoal para se inscrever no Concafé 2021. Ele tem quatro mil cafeeiros em sua terra, que está localizada dentro da TI 7 de Setembro. Ele arrecadou 120 sacas na safra de 2020.

“Comecei a participar do Concafé porque me dá a oportunidade de mostrar meu café e me conectar com potenciais clientes de cafés especiais e indígenas. Há também o prêmio, que chama a atenção para tratores e outros implementos para a cafeicultura ”, acrescenta Wilson.

O governo tem feito um excelente trabalho inspirando os produtores rurais, segundo o produtor que já participou das duas últimas edições do Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café de Rondônia, em 2019 e 2020.

“Essa iniciativa do Governo de Rondônia de promover um evento desse tipo recebe minha mais alta recomendação. Isso fortalece e promove principalmente os pequenos produtores. Minha expectativa é que o Concafé reconheça e respeite o nosso trabalho”, enfatiza. O café de Wilson Surui recebeu 81,83 pontos na competição deste ano.

Para manter em sigilo as informações de origem e nome dos fabricantes cadastrados, todas as amostras cadastradas no Concafé passam por uma triagem na qual são codificadas.

Após a codificação, as amostras serão enviadas para uma equipe de classificação física, que será realizada por profissionais experientes utilizando a metodologia da Classificação Oficial Brasileira (COB), conforme descrito na Instrução Normativa nº 8 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento -Mapa datado de 11 de junho de 2003.

As amostras serão classificadas por meio de classificadores recomendados pela Agência de Defesa da Saúde Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron).

Um máximo do tipo 6 pode ser acomodado pelas amostras (86 defeitos). Deve haver entre 11 e 13 por cento de umidade. Todas as amostras que não atenderem a esses requisitos serão rejeitadas.

Uma equipe de pelo menos três especialistas com treinamento em “Q Robusta Grader”, licenciada pelo Coffee Quality Institute, conduzirá análises sensoriais de qualidade de bebida (CQI).

A avaliação da sustentabilidade implicará o preenchimento de um formulário com questões qualificativas e qualificativas.

Somente aqueles que responderam “sim” a todas as perguntas de eliminação (obrigatórias) no formulário de sustentabilidade serão reconhecidos.

 

Fonte: Mixrondonia com informações de assessoria.

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