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Há velhinhos sem vacina em Rondônia e o terror dos números da Covid-19

Há velhinhos sem vacina em Rondônia e o terror dos números da Covid-19
Há velhinhos sem vacina em Rondônia e o terror dos números da Covid-19

O atendimento da Prefeitura tem dois lados na mesma moeda. O mais positivo, que pode ser visto no vídeo, produzido pela SICTV/Record e que foi ao ar nos programas jornalísticos da emissora, é a rapidez e qualidade no serviço de atendimento aos porto velhenses que fizeram seu agendamento pela internet.

Desde a chegada até a aplicação da dose, não se gasta cinco minutos. Tudo feito com eficiência, qualidade e um atendimento raro, em termos de serviço público. Há, contudo, um problema a ser resolvido.

Muitos idosos não têm a quem recorrer, para conseguirem acessar a internet e seguirem os passos determinados para que agendem sua vacinação. 

HÁ UM LADO SÓ DE ELOGIOS, MAS HÁ VELHINHOS SEM VACINA

Sem parentes próximos e sem terem sequer conhecimento de como entrar num computador, quando mais seguir orientações para cumprir a burocracia oficial, há velhinhos que simplesmente não estão sendo vacinados, por absoluta distância dessa parafernália eletrônica, que desconhecem.

Outros se envergonham da ignorância sobre o assunto, preferindo não se expor e afirmando que não precisam de vacina. Ora, essas pessoas, mesmo que poucas, não podem ser ignoradas.

A Secretaria Municipal de Saúde tem que usar de criatividade, bom senso e abandono da burocracia oficial para chegar até elas. Como? Que os que são pagos para isso, encontrem o jeito certo!

O TERROR DOS NÚMEROS: PERDEMOS 2.411 VIDAS EM APENAS 92 DIAS

Em apenas 92 dias deste 2021, morreram muito mais rondonienses do que em todo o ano passado, desde que começaram a se registrar as primeiras vítimas. De março ao fim de dezembro de 2020, tivemos 1.822 vítimas da terrível Covid 19, uma doença que está longe de terminar, embora haja uma tênue esperança que a partir da chegada das vacinas.

Até esta sexta, pouco mais de três meses depois, em 21, já tínhamos 4.233 óbitos, o que representa, em números absolutos, 2.411 vidas perdidas, num aumento de 43 por cento.

A média foi de 26 óbitos a cada 24 horas.  A superlotação dos hospitais começou em janeiro, quando tínhamos apenas 286 pessoas ocupando leitos e UTIs do Estado, tanto na rede privada quanto na pública.  Comparados aos números de agora, esse resultado do Boletim 287, de 1º de janeiro, parecia que estávamos caminhando para a fase final da doença. Só engano.

Na noite desta sexta, o total de internados já superava os 770, ou seja, mais de duas vezes e meia a mais, com todos cerca de 370 leitos de UTI lotados e ainda perto de 80 doentes na lista de espera. No início do ano, tínhamos 95.999 casos de infectados. Agora, já são quase 190 mil.

Fonte: Mixrondonia.com com informações de Sérgio Pires

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