Política

Governador Marcos Rocha não terá garantia de candidatura à reeleição pelo PP

Governador Marcos Rocha não terá garantia de candidatura à reeleição pelo PP

A manobra política do presidente Jair Bolsonaro no Congresso em busca de apoio legislativo, pode colocar a campanha de reeleição de seu principal apoiador em Rondônia, o governador Marcos Rocha, em uma bifurcação.

A nomeação do senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do PP, para ministro da Casa Civil abre caminho para que Bolsonaro volte ao partido, do qual saiu em 2015 depois de não conseguir realizar o “sonho” de uma vaga a disputar presidente em 2018. Nogueira não apenas frustrou as ambições de Bolsonaro no momento, mas também anunciou seu apoio a Lula.

Bolsonaro disse na live semanal desta semana que deveria realmente procurar o antigo ninho. “Será que pode ser um partido político a candidatar-se? É possível. Não tenho partido previsto no momento. É difícil chegar a um acordo com a outra parte porque é semelhante a um casamento”, afirmou.

O Calvário do governador Marcos Rocha é formado a partir dessa ação em terras de Rondônia. Enquanto Bolsonaro pode relacionar confortavelmente seu projeto de poder ao PP, o governador de Rondônia, que está sem partido desde que saiu do PSL após o JB, não pode dizer o mesmo. Será difícil morar aqui se você preferir ser controlado remotamente pelo Bolsonaro.

A sigla PP é “um partido acessível a todos que desejam aderir ao projeto Progressista”, segundo a presidente regional do PP, deputada federal Jaqueline Cassol, e pode até ser bem recebido no partido. Não há vaga garantida para se buscar a reeleição. O deputada lamentou a incapacidade do governador de receber críticas. Ela o repreendeu, dizendo: “Você não pode divergir aqui.”

Segundo ela, o candidato natural do partido é o ex-governador e senador Ivo Cassol, que aguarda decisão do Supremo Tribunal Federal sobre sua candidatura. Se for proibida, Jaqueline Cassol diz que o partido tem “dois ou três nomes adicionais” que podem contribuir com um projeto para o governo.

Jaqueline, pré-candidata ao Senado, se recusa a abrir mão de suas vagas para a formulação de indicações. Ela e o secretário-geral do partido, jornalista e advogado Luiz Paulo, percorrem o estado de ponta a ponta em busca de reunir forças para as eleições de 2022.

Eles preveem que a decisão de Bolsonaro de ingressar no PP terá forte repercussão em Rondônia. Espera-se que muitos líderes batam às portas dos progressistas. Luiz Paulo disse que tem acesso a uma pesquisa que revelou que o pocketbookism de Rondônia chega a 70% dos eleitores.

 

Fonte: Mixrondonia.com

1 Comment
  1. Sidney 1 ano ago
    Reply

    só sei de uma coisa se o Ivo Cassol se tornar governador policiais militares estão ferrado vocês se lembra que ele resistiu muito e não beneficiou a classe dos militares.

Leave a Comment

Your email address will not be published.

You may also like

Read More