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Com mais de 95 mil sepulturas Cemitério Santo Antônio atinge limite de capacidade

Cemitério Santo Antônio atinge limite de capacidade
Cemitério Santo Antônio atinge limite de capacidade

O Cemitério Santo Antônio foi construído em 1975. É um dos cemitérios mais antigos e ativos do estado de Rondônia, chegando ao seu limite no último final de semana.

São 95.000 tumbas na expansão de 250.000 metros quadrados. Alguns deles vieram de pioneiros na região, além de famílias tradicionais da cidade de Porto Velho. No entanto, o mesmo foi parcialmente fechado na manhã desta segunda-feira (5).

As áreas reservadas para as vítimas da Covid-19 e outros funerais já estão lotadas, então os novos funerais da Covid começaram em um cemitério particular contratado pela Prefeitura de Porto Velho.

O cemitério fica na margem leste do rio Madeira, a 450 metros da Igreja de Santo Antônio, onde estão sepultadas importantes figuras locais, como Euro Tourinho, dono do já falido jornal Alto Madeira, e seu irmão Luiz Tourinho, advogado, jornalista e exerceu o cargo de presidente da Federação dos Comércios de Rondônia.

Há também no local, túmulo de José Camacho, famoso por ter presidido o Clube Botafogo, ainda promoveu eventos como o carnaval na cidade nas décadas de 80 e 90.

Manutenção do cemitério

É desse cemitério que diversas famílias ainda recebem a principal fonte de renda. Os serviços que prestam incluem a construção e manutenção de lápides e abrigos, a venda de flores, velas e até alimentos.

A exemplo, citamos famílias como de João Batista, 58, moram na Estrada Santo Antônio em frente ao Cemitério há 35 anos. Desde o início da pandemia, ele está em uma cadeira de rodas, relata sobre a tristeza vivda no local e os fatos incomuns.

“Em comparação com o ano passado, o número de enterros aumentou muito nos últimos dias“. Ele revelou que nos ultimos dias, tem visto cerca de dez funerais em um período de duas horas.

Relatório da pandemia do Covid 19

O primeiro sepultamento de Covid-19 foi registrado no Cemitério de Santo Antônio no final de março de 2020. Fato ocorrido menos de três meses após o início da nova pandemia de coronavírus, qual teve o epicentro na cidade de Whuan, na China.

De março a 31 de dezembro de 2020, devido à pandemia, o sistema cemitério apontou 777 novos túmulos, com uma média de 86 sepultamentos por mês, ou quase 3 sepultamentos por dia.

Em comparação com o primeiro trimestre de 2021, esse número é ainda maior. Só de janeiro a março, a Covid-19 foi responsável por 426 funerais. A pedido do Ministério de Relações Públicas e do Ministério da Saúde, a Secretaria Municipal de Serviços Básicos (Semusb) reservou uma área para sepultamento de vítimas causadas pelo Covid-19, mas o espaço se tornou insuficiente.

Gilbson Morais, chefe do cemitério, por quatro anos, disse que quando assumiu o cargo não pensou na proporção de funerais que envolveriam vítimas da pandemia. “Na época, não sabíamos a gravidade da situação e o número de mortes, por isso abrimos 9 sepulturas no início, mas no auge da pandemia em maio, tivemos que abrir uma nova área e bem maior. ”

Cemiterio recanto da paz porto velho

Sobre a capacidade do cemitério

A partir de agora, como a Prefeitura de Porto Velho adquiriu 1.800 gavetas para sanar temporariamente a falta de espaço no San Antonio, outros funerais na capital serão realizados no Cemitério Recanto da Paz.

O cemitério Recanto da Paz está localizado em frente ao campus da Universidade Federal de Rondônia (Unir), na BR 364, sentido Acre. No entanto, o Cemitério de Santo Antonio não será fechado.

Informatização para facilitar o trabalho

Pessoas que não são vítimas de Covid-19, mas os proprietários de jazidos no local, continuarão a ser enterrados lá. Recentemente, os administradores do cemitério instalaram um sistema de registro de óbitos desenvolvido pela Secretaria Municipal de Tecnologia da Informação e Supervisão de Pesquisas (SMTI), que pode registrar todos os túmulos no cemitério em tempo real e facilitar todo o processo.

Fonte: MixRondonia com informações do Rondoniaovivo

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