Polícia desarticula esquema de roubo de veículos ligado ao tráfico internacional em Porto Velho

Três pessoas foram presas, uma delas é especializada no roubo de caminhonetes. Carros eram trocados por drogas na Bolívia, segundo a Polícia.

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A Polícia Civil de Porto Velho desarticulou, nesta semana, um esquema criminoso ligado ao tráfico internacional de drogas que envolvia o roubo de caminhonetes e a clonagem de veículos. Três pessoas foram presas após serem localizadas em uma casa, que funcionava como venda e distribuição de drogas.

Um dos homens presos foi apontado pela polícia como um dos maiores ladrões de caminhonetes da região de Ariquemes (RO) e Porto Velho.

Segundo o delegado Alessandro Morey, titular da especializada, várias caminhonetes foram roubadas em Ariquemes e na capital.

Com placas clonadas, os veículos eram levados para Guajará-Mirim (RO), onde eram negociadas por drogas com traficantes bolivianos.

Durante a operação, os policiais apreenderam drogas e um veículo com placa clonada do estado do Pará.

O homem, que é apontado como especialista em roubo de veículos, segundo a polícia, vinha sendo investigado desde o início do ano e, segundo o delegado, ele se escondia em sítios de Porto Velho, e nas cidades de Ariquemes e Guajará-Mirim.

De acordo com as investigações, além de roubar as caminhonetes, era ele que levava os veículos roubados para a Bolívia.

“Há mais de 10 inquéritos contra o suspeito. Nos últimos 6 meses, a maioria dos roubos e furtos de caminhonetes registrados na região foram realizados por ele, com um ou dois comparsas. O suspeito é extremamente violento e foi reconhecido pelas vítimas”, afirmou o delegado.

Os outros dois presos, um foragido da Justiça e uma mulher, estavam com o carro que foi apreendido na operação policial, ambos foram autuados por receptação.

Na casa do casal, além de drogas os policiais localizaram placas que serviriam para adulterar veículos roubados e furtados. Outros três suspeitos também foram abordados e conduzidos à delegacia por envolvimento com drogas.

“Eles estavam fazendo uso de entorpecentes na região”, explicou Alessandro Morey.

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